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Savannah Bay por Marguerite Duras
A narrativa de Savannah Bay se tece na relação entre as duas únicas personagens que aparecem no palco – Madalena, mulher que já atingiu “o esplendor da idade”, e a Jovem, não nomeada, talvez sua neta. Como através de um espelho, essa relação se desdobra em uma outra trama, constituída a partir da já esparsa memória de Madalena, que se confunde com a imaginação. Nesse jogo de espelhos, no qual pouco ou nada se revela com nitidez, Madalena também evoca, ou talvez até imagine, um passado quando atuava como atriz de teatro, repetidamente interpretando essa mesma história que agora ela e a Jovem tentam recompor no presente.
Durante o processo de montagem, em 1983, sob direção da autora, a peça foi reescrita e ganha um desfecho diferente. A segunda versão da peça é mais condensada e indica uma divisão em três cenas, elemento antes ausente. Além disso, as linhas narrativas do texto de 1983 apresentam menos lacunas, o que, contudo, apenas atenua ligeiramente a natureza incompleta e aberta do enredo.
A narrativa de Savannah Bay se tece na relação entre as duas únicas personagens que aparecem no palco – Madalena, mulher que já atingiu “o esplendor da idade”, e a Jovem, não nomeada, talvez sua neta. Como através de um espelho, essa relação se desdobra em uma outra trama, constituída a partir da já esparsa memória de Madalena, que se confunde com a imaginação. Nesse jogo de espelhos, no qual pouco ou nada se revela com nitidez, Madalena também evoca, ou talvez até imagine, um passado quando atuava como atriz de teatro, repetidamente interpretando essa mesma história que agora ela e a Jovem tentam recompor no presente.
Durante o processo de montagem, em 1983, sob direção da autora, a peça foi reescrita e ganha um desfecho diferente. A segunda versão da peça é mais condensada e indica uma divisão em três cenas, elemento antes ausente. Além disso, as linhas narrativas do texto de 1983 apresentam menos lacunas, o que, contudo, apenas atenua ligeiramente a natureza incompleta e aberta do enredo.
trecho da obra
A Jovem
Você se lembra do quê?
Madalena
Dos grandes pântanos na foz do Magra. Dos bosques. Eles ainda estão ali. (Tempo) O mar. (Tempo) A pedra. (Tempo) O tempo.
A Jovem
Os gritos.
Madalena
Não. A história.
A Jovem
(Tempo) Nunca tinham visto um amor assim?
Madalena
Não. (SILÊNCIO)
A Jovem
Um amor como?
Madalena
Um amor. (Tempo) Um amor de todos os instantes. (Tempo) Sem passado. (Tempo) Sem futuro. (Tempo) Fixo. (Tempo) Um crime.