- dramaturgia internacional, teatro, existencialismo, teatro moderno, teatro francês, história do teatro, século XX, Marguerite Duras

A reescrita de si e dos outros: Marguerite Duras e a dramaturgia de “La Musica e La Musica segunda”

artigo por LAURA MASCARO — Recém-lançada pela Temporal, "La Musica e La Musica segunda" é uma obra de Marguerite Duras que inclui duas peças de teatro da escritora. Laura Mascaro, doutora em Literatura Francesa, escreve nesta quinzena sobre a obra durassiana e os protagonistas do livro que acaba de sair. Ao pensar sobre os afetos e as tensões que cercam o volume, Mascaro delineia um caminho autoral pela obra, que você pode conferir abaixo. Refletindo sobre claro e escuro, teatro e cinema, a pesquisadora analisa pares fundamentais do universo durassiano. Boa leitura!

- dramaturgia brasileira, teatro, companhia do latão, sindicalismo

Duas cenas de "O pão e a pedra", de Sérgio de Carvalho

A Companhia do Latão comemora 25 anos de trajetória em 2022. Para celebrar a obra deste coletivo teatral, em que resistência cultural e existência política se mesclam, publicamos abaixo um excerto da peça "O pão e a pedra". O espetáculo, assinado por Sérgio de Carvalho, virou livro e integra o catálogo de dramaturgia brasileira da Temporal. A obra se passa em 1978, no contexto das greves do ABC Paulista, que moldaram o sindicalismo no Brasil e ajudaram a enfraquecer a ditadura civil-militar. Vida longa à Companhia do Latão e nossos agradecimentos às contribuições que o grupo presta, desde sua fundação, ao teatro nacional. Boa leitura a todos e todas!

- teatro, dramaturgia internacional, dramaturgia britânica

O “teatro da catástrofe” de Howard Barker

artigo por ELTON ULIANA — Para o mês de aniversário do dramaturgo inglês Howard Barker, nascido em 26 de junho de 1946, o tradutor Elton Uliana – que se ocupa de sua obra e mantém colaboração direta com o próprio Barker há alguns anos – preparou uma apresentação do teatro barkeriano. Designado “teatro da catástrofe”, este universo criativo exprime uma brutalidade que, de acordo com Uliana, remete a tempos elisabetanos e jacobinos. Ao tratar da ambição humana e da dimensão sexual dos sujeitos, o dramaturgo dá vida a uma obra pulsante e polêmica, que gera debates acalorados mundo afora, levando seu tradutor a questionar se já existe uma audiência pronta para tal projeto teatral. Com excertos de peças e poemas de Barker, Uliana delineia abaixo esse mundo dramatúrgico, ao trazer à tona sua atmosfera estética e filosófica, sem meias-palavras.

- teatro

"Por que ler dramaturgia?", por Gustavo Colombini

Pedimos a pesquisadores(as), dramaturgos(as), tradutores(as) e demais envolvidos(as) no universo teatral responderem a uma pergunta que tanto nos inquieta desde o nascimento da Temporal e que tem espaço especial aqui, no Blog da editora: afinal, por que ler dramaturgia? Se o gênero não figura entre os frequentes do público brasileiro, não consta entre as categorias da maioria dos prêmios literários, ou é destaque nas livrarias e na imprensa, além de, com frequência, se distinguir da literatura, por que se interessar por ele? Nesta quinzena, recebemos o diretor e dramaturgo Gustavo Colombini, autor de peças como Colônia e O silêncio depois da chuva, tendo esta última lhe rendido uma indicação ao prêmio APCA de São Paulo na categoria de Melhor Dramaturgia. No texto abaixo, Colombini reflete sobre a importância da leitura dramatúrgica na sua trajetória e destaca a forma pela qual o texto teatral pode nos auxiliar na imersão em um outro tempo, longe da aceleração dos dias atuais. E que, para compreendermos o futuro da dramaturgia e, portanto, do teatro ele mesmo, precisamos reaprender o ato de leitura dramatúrgica.

- teatro, psicanálise

Na primavera de Wedekind, os sonhos nem sempre fazem dormir

artigo por DIEGO CERVELIN — O psicanalista e doutor em Literatura Diego Cervelin mostra a faceta pulsante, e atual, da obra "O despertar da primavera", de Frank Wedekind, em texto sobre os motivos que levaram a peça a gerar interesse entre destacados nomes da psicanálise. Jacques Lacan chegou a escrever um prefácio à obra, afirmando que Wedekind antecipou Freud, "e muito".