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Hidalla, ou Ser e ter, ou Karl Hetmann, o anão gigante por Frank Wedekind
Na Europa do início do século XX, Karl Hetmann, um “anão gigante”, elabora um manifesto eugênico intitulado Hidalla, ou a moral da beleza. No centro desta peça em cinco atos, Hetmann lidera uma certa Sociedade para o Cultivo da Gente de Raça, que eleva a beleza ao ideal supremo, lutando para implementá-la em um corpo social marcado por ilusões progressistas e raciais. O embate entre essa utopia da sensualidade absoluta e a prosaica realidade burguesa se desdobra em uma trajetória de ascensão e queda, na qual o destino do protagonista revela a barbárie implícita em sua doutrina.
Concluída em 1904, Hidalla, ou Ser e ter, ou Karl Hetmann, o anão gigante é uma das obras mais afiadas de Frank Wedekind e marca uma transição fundamental entre o Naturalismo e o Expressionismo. Uma sátira caleidoscópica, atravessada por temas de inquietante atualidade: teorias de racialização, eugenia, nascimento da indústria cultural, crítica à promiscuidade entre capital e conhecimento e o advento da primeira onda feminista.
Em inédita tradução brasileira, feita a partir das edições definitivas em alemão, Hidalla… amplia a coleção dedicada à obra do dramaturgo alemão. Esta edição inclui prefácio do tradutor; um discurso de Adorno sobre o legado de Frank Wedekind; notas, canções e poemas relacionados; além de duas fotografias que mostram o autor no papel de Karl Hetmann na primeira montagem da peça.
Na Europa do início do século XX, Karl Hetmann, um “anão gigante”, elabora um manifesto eugênico intitulado Hidalla, ou a moral da beleza. No centro desta peça em cinco atos, Hetmann lidera uma certa Sociedade para o Cultivo da Gente de Raça, que eleva a beleza ao ideal supremo, lutando para implementá-la em um corpo social marcado por ilusões progressistas e raciais. O embate entre essa utopia da sensualidade absoluta e a prosaica realidade burguesa se desdobra em uma trajetória de ascensão e queda, na qual o destino do protagonista revela a barbárie implícita em sua doutrina.
Concluída em 1904, Hidalla, ou Ser e ter, ou Karl Hetmann, o anão gigante é uma das obras mais afiadas de Frank Wedekind e marca uma transição fundamental entre o Naturalismo e o Expressionismo. Uma sátira caleidoscópica, atravessada por temas de inquietante atualidade: teorias de racialização, eugenia, nascimento da indústria cultural, crítica à promiscuidade entre capital e conhecimento e o advento da primeira onda feminista.
Em inédita tradução brasileira, feita a partir das edições definitivas em alemão, Hidalla… amplia a coleção dedicada à obra do dramaturgo alemão. Esta edição inclui prefácio do tradutor; um discurso de Adorno sobre o legado de Frank Wedekind; notas, canções e poemas relacionados; além de duas fotografias que mostram o autor no papel de Karl Hetmann na primeira montagem da peça.