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Marquês de Keith por Frank Wedekind
O protagonista pequeno-burguês que dá nome à peça almeja usufruir das vantagens de um título de nobreza autoatribuído. No entanto, sua obsessão calculista e seu pendor por uma “estética do brega” destoam de tal aspiração aristocrática. Não à toa, seu grande projeto é a construção do Palácio das Fadas, uma espécie de cabaré ou teatro de variedades, que procura alcançar o espírito da nobreza e do moderno, e que, no entanto, mais se aproxima do kitsch.
Escrito em uma época já chacoalhada pelos levantes de 1848 e pela Comuna de Paris, mas visto pelas lentes de uma Alemanha ainda parcialmente feudal, este texto também traz, em contraste com seu protagonista, a figura de Ernst Scholz, personagem nobre que, em uma profunda crise ética, e já desacreditado de qualquer virtude da nobreza, se dirige ao Marquês de Keith em busca de uma formação epicurista.
O protagonista pequeno-burguês que dá nome à peça almeja usufruir das vantagens de um título de nobreza autoatribuído. No entanto, sua obsessão calculista e seu pendor por uma “estética do brega” destoam de tal aspiração aristocrática. Não à toa, seu grande projeto é a construção do Palácio das Fadas, uma espécie de cabaré ou teatro de variedades, que procura alcançar o espírito da nobreza e do moderno, e que, no entanto, mais se aproxima do kitsch.
Escrito em uma época já chacoalhada pelos levantes de 1848 e pela Comuna de Paris, mas visto pelas lentes de uma Alemanha ainda parcialmente feudal, este texto também traz, em contraste com seu protagonista, a figura de Ernst Scholz, personagem nobre que, em uma profunda crise ética, e já desacreditado de qualquer virtude da nobreza, se dirige ao Marquês de Keith em busca de uma formação epicurista.
trecho da obra
Von Keith
(Com a carta aberta) Viu só, querida? Devo esse feliz acaso a você estar “ajuntada” em
mim. (Lê) “… por toda a cidade só se fala em teus planos. E nutro por eles o mais vivo interesse. Venha me encontrar hoje ao meio—dia no Café Maximillian…” A-há! Agora o mundo está aqui na minha mão! O velho Casimir vai me ver pelas costas, se tiver a humildade de me seguir. Com essa burguesia no laço, meu reinado será absoluto!