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Praça dos Heróis por Thomas Bernhard
No apartamento do falecido prof. Schuster, a governanta sra. Zittel e a empregada Herta preparam o jantar funerário para a família, rememorando a vida do patrão e lamentando sua morte trágica. Enquanto isso, as filhas de Schuster, Anna e Olga, tentam convencer seu tio a assinar uma petição em defesa de um território onde a família possui uma propriedade e a tratar de outros pormenores cotidianos.
Entre lembranças e tentativas de compreensão do que levou o professor ao suicídio, os personagens apresentam um panorama político da Áustria no fim da década de 1980, traçando um paralelo direto com as eufóricas comemorações na Praça dos Heróis, em Viena, associadas à anexação político-militar da Áustria à Alemanha nazista de Hitler, ocorrida em 1938. Conhecido como Anschluss, esse episódio político foi marcante não só para a história do país, como também para toda a história europeia das décadas seguintes.
Encomendada por Claus Peymann, então diretor do Burgtheater de Viena, por ocasião do centenário de abertura do teatro, cujo ano coincidia com os 50 anos do Anschluss, a peça foi considerada polêmica por sua assertividade, como diversas outras obras do autor, esta peça traz uma crítica sobre o nacionalismo e o antissemitismo da Áustria nos anos 1980, além de uma denúncia da negação de seu passado por parte da população austríaca.
No apartamento do falecido prof. Schuster, a governanta sra. Zittel e a empregada Herta preparam o jantar funerário para a família, rememorando a vida do patrão e lamentando sua morte trágica. Enquanto isso, as filhas de Schuster, Anna e Olga, tentam convencer seu tio a assinar uma petição em defesa de um território onde a família possui uma propriedade e a tratar de outros pormenores cotidianos.
Entre lembranças e tentativas de compreensão do que levou o professor ao suicídio, os personagens apresentam um panorama político da Áustria no fim da década de 1980, traçando um paralelo direto com as eufóricas comemorações na Praça dos Heróis, em Viena, associadas à anexação político-militar da Áustria à Alemanha nazista de Hitler, ocorrida em 1938. Conhecido como Anschluss, esse episódio político foi marcante não só para a história do país, como também para toda a história europeia das décadas seguintes.
Encomendada por Claus Peymann, então diretor do Burgtheater de Viena, por ocasião do centenário de abertura do teatro, cujo ano coincidia com os 50 anos do Anschluss, a peça foi considerada polêmica por sua assertividade, como diversas outras obras do autor, esta peça traz uma crítica sobre o nacionalismo e o antissemitismo da Áustria nos anos 1980, além de uma denúncia da negação de seu passado por parte da população austríaca.
trecho da obra
Anna
(...) a situação de hoje é igual à de 1938 há hoje mais nazistas em Viena que em 1938 você vai ver isso vai acabar mal nem precisa ser muito inteligente pra saber eles vão voltar a sair de todos os buracos que ficaram tapados por quarenta anos basta conversar com qualquer pessoa que em pouco tempo se percebe que ela é nazista tanto faz se você vai à padaria ou à lavanderia ou à farmácia ou ao mercado na Biblioteca Nacional creio estar em meio a um monte de nazistas eles só estão esperando o sinal para agir abertamente contra nós (...)