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Nossa vida em família por Oduvaldo Vianna Filho
Ao não conseguir arcar com o aumento do aluguel, o casal idoso Sousa e Lu é obrigado a deixar sua casa em Miguel Pereira, na cidade do Rio de Janeiro, lar que os acolheu por vinte anos. Isso os obriga a recorrer aos filhos para encontrar um novo lugar, e a solução provisória adotada é de separá-los, de modo que um deles passa a alojar a mãe em sua casa no Rio, e outra filha acolhesse o pai em sua casa em São Paulo. Porém, divididos entre as obrigações da vida, o aperto no orçamento e as pequenas conveniências, os irmãos se mostram cada vez menos capazes de unir seus pais novamente.
No plano da linguagem, a peça representa uma interessante convergência de dois estilos teatrais frequentemente mobilizados por Vianna, porém nunca em uma mesma peça até então: o drama de gerações e a comédia. Ela se origina de uma peça anterior, "Em família" (1970), e precede o roteiro da primeira versão da série televisiva "A grande família" (1973), obras que emanam esse mesmo ambiente familiar brasileiro.
Ao não conseguir arcar com o aumento do aluguel, o casal idoso Sousa e Lu é obrigado a deixar sua casa em Miguel Pereira, na cidade do Rio de Janeiro, lar que os acolheu por vinte anos. Isso os obriga a recorrer aos filhos para encontrar um novo lugar, e a solução provisória adotada é de separá-los, de modo que um deles passa a alojar a mãe em sua casa no Rio, e outra filha acolhesse o pai em sua casa em São Paulo. Porém, divididos entre as obrigações da vida, o aperto no orçamento e as pequenas conveniências, os irmãos se mostram cada vez menos capazes de unir seus pais novamente.
No plano da linguagem, a peça representa uma interessante convergência de dois estilos teatrais frequentemente mobilizados por Vianna, porém nunca em uma mesma peça até então: o drama de gerações e a comédia. Ela se origina de uma peça anterior, "Em família" (1970), e precede o roteiro da primeira versão da série televisiva "A grande família" (1973), obras que emanam esse mesmo ambiente familiar brasileiro.
trecho da obra
Afonsinho (Afonso Laranha)
Que é isso, velho amigo, deixa o médico te ver, ele tem uma cara boa, deixa de ser D. Quixote!
Sousa
Sou ao contrário de D. Quixote… ele queria transformar o mundo… eu queria aceitar, fiz o possível pra aceitar sem me esfaquear, sem me trair, com garbo, não sou como você que escapole, como um camundongo, que ginga, que dançarilha…