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Moço em estado de sítio por Oduvaldo Vianna Filho
Este texto traz à cena os embates do protagonista Lúcio Paulo com outros integrantes de um coletivo teatral do qual participa. Além das disputas por protagonismo, dos conflitos amorosos e dos desentendimentos políticos e estéticos entre os membros do grupo, a peça retrata os embates do jovem com seu pai, Cristóvão, um funcionário público que, aborrecido com os frequentes pedidos de empréstimo por parte do filho, o pressiona a trabalhar em um escritório de advocacia, no qual se forjam atas de assembleias que sequer ocorreram.
Concebida por meio de frequentes cortes sequenciais, quase cinematográficos, esta peça sintetiza as dificuldades do engajamento político, as disputas em torno das diferentes correntes estéticas e os dilemas éticos e materiais enfrentados pela esquerda brasileira a partir da ruptura institucional de 1964, com o advento do golpe civil-militar. Ao enfocar Lúcio, um jovem de caráter fraco e duvidoso que, em busca de autopromoção, abre mão de seus ideais, a peça traz à tona um tipo corriqueiro de anti-herói, indivíduo acuado pelo sistema, exemplo do oposto a ser seguido.
Moço em estado de sítioOduvaldo Vianna Filhocomprar
sinopse
Este texto traz à cena os embates do protagonista Lúcio Paulo com outros integrantes de um coletivo teatral do qual participa. Além das disputas por protagonismo, dos conflitos amorosos e dos desentendimentos políticos e estéticos entre os membros do grupo, a peça retrata os embates do jovem com seu pai, Cristóvão, um funcionário público que, aborrecido com os frequentes pedidos de empréstimo por parte do filho, o pressiona a trabalhar em um escritório de advocacia, no qual se forjam atas de assembleias que sequer ocorreram.
Concebida por meio de frequentes cortes sequenciais, quase cinematográficos, esta peça sintetiza as dificuldades do engajamento político, as disputas em torno das diferentes correntes estéticas e os dilemas éticos e materiais enfrentados pela esquerda brasileira a partir da ruptura institucional de 1964, com o advento do golpe civil-militar. Ao enfocar Lúcio, um jovem de caráter fraco e duvidoso que, em busca de autopromoção, abre mão de seus ideais, a peça traz à tona um tipo corriqueiro de anti-herói, indivíduo acuado pelo sistema, exemplo do oposto a ser seguido.
trecho da obra
Bahia (Otaviano Bahia)
Política não é tragédia, não. Tragédia nem os gregos escreveram. O negócio é errou ou acertou. Essa revolução da peça entrou pelo cano porque eles erraram e o autor não sabe disso.
Lúcio (Lúcio Paulo Bastos Seabra)
Eles erraram, pensaram que tinham força demais.
Bahia (Otaviano Bahia)
Isso você está me dizendo agora que na peça não tem, não.
Vozes
Como não tem? – A peça é didática! – Não pode querer obra-prima!