Alice do Vale Tradutor - 1995, Brasil
Alice do Vale é bacharel em letras com especialização em português e alemão pela Universidade de São Paulo (20013), e mestre em letras pela mesma instituição (2017), com pesquisa voltada à tradução literária do par alemão-português. Em 2012, frequentou, ainda na graduação, o Instituto Herder e o Instituto de Germanística da Universidade de Leipzig. Desenvolve projetos acadêmicos e publica trabalhos nas áreas de língua e literatura alemãs e tradução. Desde 2014, trabalha como professora no Instituto Goethe de São Paulo. Em 2017, traduziu a peça "Andorra" (1961), de Max Frisch, que serviu como base para a instalação audiovisual "Muros" (2017), do grupo Memorial do Silêncio, no Teatro da Vertigem.
- nascimento — morte 1995
- país Brasil
- projetos 1 obra publicada

Trilogia do reencontro
Teatro em língua alemã
trecho da obra
-
Susanne, 42 anos
Não. Deixemos de lado essas pequenas observações afetadas. Não precisamos de fascinação. Evitemos, pelo amor de Deus, todo o afeto em que os grandes sentimentos encontram a dispersão fácil demais. Até extenuarem. Seguremos as lágrimas para que, mais tarde, quando nos alegrarmos, elas não escorram escassas. Veja, não somente tomo conta de tudo aquilo que eu quero dar ao senhor, quando chegar a hora, mas também me tornei um pouco curvada com esse duro adiamento. Andar ereta, na expectativa, me dói. Quero agachar, me deitar, rastejar, cair, até que o senhor venha e me levante. A coluna ereta é uma herança pesada da natureza, se a cabeça te puxa eternamente para baixo… Está me escutando? (Ela olha pela primeira vez ao redor e percebe que Moritz não está presente) Está me escutando? Então, quero lhe dizer também: você para mim não é só amor, você é também ódio no meu amor. Ao seu lado, não tenho nenhum sentimento por mim. Você me afastou muito de mim. Ficar de pé na sua frente significa dar com as costas numa parede bruta e vazia. Por trás, o próprio destino vai ruir como uma casa nunca habitada. [...]
pags. 38 -- 39
Trilogia do reencontro
"No verão de 1975, integrantes de uma associação artística se reúnem para uma vernissage. Ao caminharem pelos corredores da exposição, amigos, casais e desafetos observam não apenas as obras, mas também a si mesmos. Moritz, o diretor do grupo e curador da mostra, tem como empecilho Kiepert, membr...
conheça mais- Alemanha
- 1976
- 2021
- 216 págs
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