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O mito fundador da decolonialidade

quatro cinco um 01 nov 2025
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A resenha “O mito fundador da decolonialidade”, de Henrique Rochelle, apresenta e analisa a peça E os cães se calaram, primeira obra teatral de Aimé Césaire, escritor e político martinicano. Publicada originalmente em 1946, a obra aborda a escravização dos povos africanos, a colonização e a luta pela libertação, utilizando poesia e simbolismos. A narrativa acompanha o Rebelde, personagem que representa a resistência ao domínio colonial e cuja trajetória remete à Revolução Haitiana e a Toussaint Louverture. Ao longo das diferentes versões da peça, Césaire transforma personagens históricos em figuras mais universais, fazendo do Rebelde um símbolo da luta contra o colonialismo. A resenha destaca também o conceito de negritude, desenvolvido por Césaire como resposta à assimilação cultural promovida pelo colonialismo francês e como forma de valorização das raízes africanas. Nesse sentido, a morte do Rebelde representa não apenas uma derrota, mas o nascimento de um legado de resistência. A obra é apresentada como um mito fundador da decolonialidade, ao defender a recusa da condição colonial e a valorização da identidade negra.

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