Ruth Bohunovsky Tradutor, Prefaciador - 1972, Áustria
Professora, pesquisadora e tradutora, reconhecida por sua atuação nos Estudos da Tradução, na literatura de língua alemã e no ensino de alemão como língua estrangeira. É professora titular do Departamento de Polonês, Alemão e Letras Clássicas da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também integra o Programa de Pós-Graduação em Letras e coordena o Grupo de Pesquisa "Tradução, teatro e colaboração: entre teoria e prática", além do Centro Austríaco da UFPR.
- nascimento — morte 1972
- país Áustria
- projetos 2 obras publicadas

Teatro e tradução
Ensaios de teatro
trecho da obra
-
INTRODUÇÃO
pag. 37
O objetivo deste livro não é prescrever, mas sim questionar, criticar e propor uma série de pontos para discussões futuras. Meus argumentos serão inevitavelmente orientados pela minha posição privilegiada de mulher europeia branca, de classe média e funcionária que trabalha em regime integral dentro de uma universidade britânica. Porém, eles também expõem minha sensibilidade enquanto estudiosa feminista, tradutora de teatro e migrante italiana que escreve e vive seu dia a dia em uma língua/cultura que não é sua língua/cultura nativa e que, por isso, desenvolveu uma identidade mista. Este livro reflete ainda as opiniões de alguém que recentemente sentiu na pele o que significa fazer parte de uma minoria indesejada – ser cidadã da União Europeia no Reino Unido –, a minoria que acordou no dia 24 de junho de 2016 com a sensação de que o país que escolheu chamar de lar não a queria mais ali.
Teatro e tradução
Obra fundamental de Margherita Laera para compreender a relação entre tradução e prática teatral. Nela, a “estudiosa feminista, tradutora de teatro e migrante italiana” – como se autodefine na introdução do livro – analisa as questões éticas, políticas e estéticas que permeiam a tradução de teatr...
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- 2020
- 2025
- 132 págs

O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades
Teatro em língua alemã
trecho da obra
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Operárias
Nós, mulheres, somos forçadas ao trabalho remunerado, não podemos mimar e ninar nossos bebezinhos.
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Eva
Só quando uma mão masculina se estende em nossa direção é que podemos mimar um, dois ou até mais bebezinhos.
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Nora Helmer
Eu já tive essa mão masculina e a empurrei para longe.
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Eva
Muitas de nós fariam qualquer coisa por uma mão masculina. E depois trocaríamos de muito bom grado nossa máquina por essa mão.
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Nora Helmer
Mas quando tiverem essa mão, mais cedo ou mais tarde um abismo se abrirá entre os dois: a crise.
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Operárias
Nós não temos tempo para isso.
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Operárias
Só os burgueses têm tempo para essas coisas.
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Eva
Seja como for, quando se aproximar uma época de instabilidade econômica em forma de desemprego, seremos novamente arrancadas das máquinas.
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Operárias
Então dar à luz será novamente uma atividade criativa.
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Eva
Então ele será valorizado de novo: o lar.
pags. 50 -- 51
O que aconteceu após Nora deixar a Casa de Bonecas ou Pilares das Sociedades
"Esta peça começa exatamente no ponto em que termina Uma casa de bonecas, escrita pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, cem anos antes. Protagonista de ambas as peças, Nora aparece em Ibsen como uma figura feminina aparentemente bem enquadrada na sociedade patriarcal e que, no entanto, se liber...
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