Mario Sergio Conti Posfaciador - 1954, Brasil
Mario Sergio Conti nasceu em São Paulo, em 1954. Formou-se em Jornalismo na Escola de Comunicação e Artes, ECA, USP/SP.
Começou a trajetória na imprensa em 1977, trabalhando na Folha de S.Paulo; esteve por 15 anos em Veja, de 1983 a 1998, de onde saiu como diretor de Redação.
Nos anos 2000, Conti seguiu colaborando com reportagens para jornais, participou do site NoMínimo, foi correspondente da Rádio Bandeirantes em Paris; editou o JB por um curto período.
Na revista piauí começou a trabalhar em 2006, onde foi o diretor de Redação por seis anos. Em 2011, deixou a revista, mas seguiu como um de seus colaboradores. Saiu para apresentar o Roda Viva, programa da TV Cultura que ancorou até agosto de 2013. Entrou na emissora escalado para substituir Marilia Gabriela no programa.
Em agosto de 2013 foi demitido da TV Cultura após manter a entrevista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso depois que o presidente da emissora, Marcos Mendonça, ligou para FHC desconvidando-o. Augusto Nunes sucedeu a Mário Sérgio Conti no comando do programa.
Ao deixar a Cultura regressou como repórter à revista piauí, para a qual havia trabalhado anteriormente como diretor de redação.
Mario Sergio estreou em outubro de 2013 a coluna semanal Reflexões de Conti, no Segundo Caderno de O Globo, direto do Rio de Janeiro. Na época ele definiu o conteúdo: “Quero tratar de assuntos culturais lato sensu”, e aí incluiu falar de política.
Sobre como iria administrar os fatos para a coluna, adiantou: “Eu sou bastante disciplinado. Tento me organizar para fazer uma coisa de cada vez, e, no caso da coluna para O Globo, vou deixar para escrever de última hora, pelo vício de repórter. Então, aviso logo: se for para atrasar a entrega do texto, eu atraso, em nome de poder dar mais um telefonema e apurar melhor uma informação — diz, meio brincando, meio sério, para o desespero da editora do Segundo Caderno.”
Desde novembro de 2013 integra a equipe de articulistas da Ilustrada, da Folha de S.Paulo. Sua coluna publicada mensalmente no caderno, trata de atualidades e cultura. Mario retornou ao jornal em que já havia sido repórter, inclusive da própria Ilustrada, na década de 1980.
O tema, política e bastidores do poder, ele abordou no livro Notícias do Planalto, livro-reportagem lançado em 1999 pela Companhia das Letras (uma edição econômica foi publicada em 2013) sobre as relações entre imprensa e poder nos anos Collor. O livro foi Prêmio Jabuti em 2000, é amplamente utilizado em faculdades e serve como um retrato da imprensa brasileira no fim do século XX, atividade que vem se modificando frente aos desafios da era digital.
- nascimento — morte 1954
- país Brasil
- projetos 1 obra publicada

O pão e a pedra
Teatro brasileiro
trecho da obra
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Irene operária
Esquece. Tem que agradecer a Deus que foi só de raspão. (Aponta a capela) Vem, vamos rezar por essa graça. O Isaías nasceu de novo. (A Arantes) Vamos rezar, Arantes?
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Narrador função que transita entre os artistas
(Ele baixa os olhos. Irene entra na capela. Joana se afasta dela, num gesto de raiva)
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Joana Paixão operária
Eu não consigo agradecer. Estou com muito ódio. Eu tenho que agradecer porque a bala só pegou
pag. 166
de raspão? Por que meu filhinho sobreviveu? Por que eu tenho uma vida quase boa? Por que Deus deixa a polícia atirar em pobre? (Olha para cima) Por que o Senhor, na sua grandeza, não melhora esse mundo agora? (Com lágrimas) Eu não consigo. Eu estou com ódio de Deus.
O pão e a pedra
Em 1979, mais de 70 mil trabalhadores ocuparam o estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, para debater a greve do ABC paulista que, entre paralisações e tréguas, durou sessenta dias. A peça aborda o período sob o ângulo daqueles trabalhadores que aprendiam com o engajamento político e ...
conheça mais- Brasil
- 2016
- 2019
- 232 págs
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