Gilles Ernst Posfaciador - 1935, Alemanha
Foi um engenheiro eletricista, pesquisador e professor universitário alemão, reconhecido internacionalmente por suas contribuições nas áreas de teoria de controle, dinâmica de sistemas, engenharia de processos e biologia de sistemas. Nascido em Sankt Goarshausen, na Alemanha, estudou Engenharia Elétrica na Universidade Técnica de Darmstadt (Technische Hochschule Darmstadt), onde concluiu a graduação em 1960, o doutorado em 1963 e a habilitação em Engenharia de Controle em 1966.
- nascimento — morte 1935 — 2019
- país Alemanha
- projetos 1 obra publicada

Vítimas do dever
Teatro em língua francesa
trecho da obra
-
Chubert
A voz se calou. (Chubert se dirige ao Policial) Pai, nunca nos entendemos… Você ainda consegue me ouvir? Vou obedecê-lo. Perdoe-nos, pois nós já o perdoamos. Mostre seu rosto! (O Policial não se move) Você era duro, mas talvez não fosse tão mau. Talvez você não tenha culpa. Não foi você. Eu odiava sua violência, seu egoísmo. Não tive compaixão por suas fraquezas. Você me batia, mas eu era mais duro. Meu desprezo bateu mais forte em você. Foi meu desprezo que o matou. Não foi? Escute… Eu precisava vingar minha mãe… Eu precisava… Qual era meu dever? Deveria fazê-lo de fato?… Ela o perdoou, mas eu continuei assumindo sua vingança… Para que serve a vingança? Sempre é o vingador que sofre… Você está me ouvindo? Descubra seu rosto. Dê-me sua mão. Poderíamos ter sido bons amigos. Eu era muito pior que você. Você era burguês. Que importância tem isso? Fiz mal em desprezá-lo. Não valho mais do que você. Que direito eu tinha de castigá-lo? (O Policial continua sem se mexer) Façamos as pazes! Façamos as pazes! Dê-me sua mão. Vamos, venha comigo, vamos encontrar os companheiros! Beberemos juntos! Olhe para mim, olhe! Me pareço com você. Você não quer… Se quisesse me olhar, você veria como me pareço com você. Tenho todos os seus defeitos. (Silêncio. O Policial não muda de posição) Quem terá compaixão por mim, o impiedoso? Ainda que você me perdoasse, eu jamais poderia perdoar a mim mesmo!
pags. 58 -- 59
Vítimas do dever
"Encenada pela primeira vez em 1953, Vítimas do dever é a peça em que Eugène Ionesco satiriza o teatro realista ao colocar um inspetor diante de um homem comum, num interrogatório que rapidamente mergulha no absurdo. A busca por um nome esquecido leva o protagonista a questionar sua própria ident...
conheça mais- Roménia
- 1953
- 2025
- 176 págs
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