Carmen Luz Prefaciador - Brasil
Carmen Luz nasceu e mora na cidade do Rio de Janeiro. É coreógrafa, cineasta, artista visual, curadora, criadora e pesquisadora em dança e teatro. As políticas da memória e as culturas negras de resistência constituem as bases de sua pesquisa artística e teórica. Suas obras, realizadas e veiculadas em diversos meios e suportes, abordam as artes do corpo, os imaginários e as práticas subalternizadas, especialmente de mulheres, homens e jovens afrodescendentes. É bacharel e licenciada em Português/Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), mestre em Arte e Cultura Contemporânea pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), pós-graduada em Teatro pela UFRJ e Cinema Documentário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV/RJ). Colabora com diversos artistas e instituições na criação e desenvolvimento de projetos de arte, cultura, educação e ativismo comunitário. Foi diretora artística, programadora e curadora do Centro Coreográfico da Cidade do Rio de Janeiro e do Centro Cultural José Bonifácio (atual Museu da História e Cultura Afro-Brasileira – MUHCAB). É fundadora, coreógrafa e diretora artística da Cia. Étnica de Dança. Atua, ainda, como professora nos cursos de graduação e mestrado profissional da Angel Vianna Escola e Faculdade de Dança.
- país Brasil
- projetos 1 obra publicada

Dramas para negros e prólogo para brancos
Teatro brasileiro Teatro negro
trecho da obra
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Sem dúvidas, estamos assistindo ao encerramento da fase do caos para o negro ex-escravo. Assumindo, no Brasil, as consequências e as implicações que a Negritude contém, ele afia os instrumentos da sua recusa, engendrada na espoliação e no sofrimento: recusa da assimilação cultural; recusa da miscigenação compulsória; recusa à humilhação; recusa à miséria; recusa à servidão.
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O Teatro Experimental da Negro é isto: um instrumento e um elemento da Negritude. Seu único valor absoluto é a sua generosidade.
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Uma coisa é aquilo que o branco exprime como sentimentos e dramas do negro; outra coisa é o seu até então oculto coração, isto é, o negro desde dentro. A experiência de ser negro num mundo branco é algo intransferível.
pags. 58 -- 86
Dramas para negros e prólogo para brancos
A Temporal Editora, em parceria com o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), anuncia a esperada reedição da antologia Dramas para negros e prólogo para brancos. Esta coletânea, composta por nove peças escritas especialmente para o Teatro Experimental do Negro (TEN), tem orga...
conheça mais- Brasil
- 1961
- 2024
- 808 págs
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