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Teatro e tradução por Margherita Laera
Obra fundamental de Margherita Laera para compreender a relação entre tradução e prática teatral. Nela, a “estudiosa feminista, tradutora de teatro e migrante italiana” – como se autodefine na introdução do livro – analisa as questões éticas, políticas e estéticas que permeiam a tradução de teatro, e o processo de tradução em geral.
Mais do que oferecer respostas definitivas, Laera convida à reflexão sobre como a tradução pode desafiar o status quo e contribuir para uma cultura mais diversa e inclusiva. A obra desmonta ao longo de três capítulos a ideia de equivalência linguística, examina as relações de poder na adaptação teatral e argumenta que ampliar o repertório de traduções é essencial para democratizar o acesso ao teatro e diversificar as vozes presentes nos palcos.
O livro é menos um manual e mais um diálogo: “O objetivo deste livro não é prescrever, mas questionar, criticar e propor pontos para discussões futuras”, escreve a especialista. Ao explorar conceitos como performabilidade, mostra como o processo de traduzir não apenas transporta significados, mas também influencia a encenação, a recepção e a interpretação do teatro em diferentes contextos culturais.
Obra fundamental de Margherita Laera para compreender a relação entre tradução e prática teatral. Nela, a “estudiosa feminista, tradutora de teatro e migrante italiana” – como se autodefine na introdução do livro – analisa as questões éticas, políticas e estéticas que permeiam a tradução de teatro, e o processo de tradução em geral.
Mais do que oferecer respostas definitivas, Laera convida à reflexão sobre como a tradução pode desafiar o status quo e contribuir para uma cultura mais diversa e inclusiva. A obra desmonta ao longo de três capítulos a ideia de equivalência linguística, examina as relações de poder na adaptação teatral e argumenta que ampliar o repertório de traduções é essencial para democratizar o acesso ao teatro e diversificar as vozes presentes nos palcos.
O livro é menos um manual e mais um diálogo: “O objetivo deste livro não é prescrever, mas questionar, criticar e propor pontos para discussões futuras”, escreve a especialista. Ao explorar conceitos como performabilidade, mostra como o processo de traduzir não apenas transporta significados, mas também influencia a encenação, a recepção e a interpretação do teatro em diferentes contextos culturais.
trecho da obra
INTRODUÇÃO
O objetivo deste livro não é prescrever, mas sim questionar, criticar e propor uma série de pontos para discussões futuras. Meus argumentos serão inevitavelmente orientados pela minha posição privilegiada de mulher europeia branca, de classe média e funcionária que trabalha em regime integral dentro de uma universidade britânica. Porém, eles também expõem minha sensibilidade enquanto estudiosa feminista, tradutora de teatro e migrante italiana que escreve e vive seu dia a dia em uma língua/cultura que não é sua língua/cultura nativa e que, por isso, desenvolveu uma identidade mista. Este livro reflete ainda as opiniões de alguém que recentemente sentiu na pele o que significa fazer parte de uma minoria indesejada – ser cidadã da União Europeia no Reino Unido –, a minoria que acordou no dia 24 de junho de 2016 com a sensação de que o país que escolheu chamar de lar não a queria mais ali.