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Os que ficam por Sérgio de Carvalho
A trama se passa no Brasil da década de 1970, momento em que a repressão estava cada vez mais sufocante, e apresenta um grupo de artistas de teatro que ensaia a peça Revolução na América do Sul (1960), do dramaturgo brasileiro Augusto Boal, diretor do grupo Opinião e integrante do Teatro de Arena de São Paulo.
Inspirada em fragmentos da peça "Revolução na América do Sul" e em escritos pessoais de Boal, como a autobiografia "Hamlet e o filho do padeiro" (2000), o texto discute a censura, a violência da ditadura, a necessidade de sobrevivência econômica, o apelo ao trabalho na televisão, o exílio de autores e a resistência da cultura contra os interesses do capital.
A trama se passa no Brasil da década de 1970, momento em que a repressão estava cada vez mais sufocante, e apresenta um grupo de artistas de teatro que ensaia a peça Revolução na América do Sul (1960), do dramaturgo brasileiro Augusto Boal, diretor do grupo Opinião e integrante do Teatro de Arena de São Paulo.
Inspirada em fragmentos da peça "Revolução na América do Sul" e em escritos pessoais de Boal, como a autobiografia "Hamlet e o filho do padeiro" (2000), o texto discute a censura, a violência da ditadura, a necessidade de sobrevivência econômica, o apelo ao trabalho na televisão, o exílio de autores e a resistência da cultura contra os interesses do capital.
trecho da obra
Narradora
Caro Augusto, manter um trabalho popular nas condições do país atual tem sido cada vez mais difícil. Reunir duas pessoas é conspiração, três é sedição. A ação da censura chegou a um nível delirante. Qualquer tomada de posição diante da realidade nacional torna-se virtualmente impossível. Os outros grupos foram reduzidos a um estado de impotência que os sufoca. Alguns se entregam ao misticismo, outros se drogam tanto que chegam de fato a enlouquecer. Mas nós resistimos. Falta você enviar as cenas que pedi. Vamos, Augusto, senta, escreve! Do amigo, Fernando.