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Macbett por Eugène Ionesco
"Macbeth, célebre peça de William Shakespeare do início do século XVII, narra a história de um regicídio cometido pelo personagem que lhe dá nome, ao ser persuadido por três feiticeiras de que seu destino seria tornar-se rei. É esse também o enredo principal de Macbett, releitura desse clássico, feita por Ionesco.
Escrita mais de três séculos depois, esta não poderia deixar de trazer indícios dos novos tempos. O tema do assassinato, por exemplo, ganha uma nova escala, dando lugar aos homicídios em massa – o que era familiar àqueles que presenciaram o horror da Segunda Guerra Mundial ou viveram sob regimes totalitários. Isso porque muitos dos personagens de Macbett, como é o caso do soberano Duncan, são movidos pelo fetiche do poder, perpetrando consecutivos massacres, que se propagam numa infinita corrente de causa e consequência.
Esta foi uma das peças definidas pelo próprio autor como “antiteatro”, numa evidente expressão de suas críticas à dramaturgia convencional."
"Macbeth, célebre peça de William Shakespeare do início do século XVII, narra a história de um regicídio cometido pelo personagem que lhe dá nome, ao ser persuadido por três feiticeiras de que seu destino seria tornar-se rei. É esse também o enredo principal de Macbett, releitura desse clássico, feita por Ionesco.
Escrita mais de três séculos depois, esta não poderia deixar de trazer indícios dos novos tempos. O tema do assassinato, por exemplo, ganha uma nova escala, dando lugar aos homicídios em massa – o que era familiar àqueles que presenciaram o horror da Segunda Guerra Mundial ou viveram sob regimes totalitários. Isso porque muitos dos personagens de Macbett, como é o caso do soberano Duncan, são movidos pelo fetiche do poder, perpetrando consecutivos massacres, que se propagam numa infinita corrente de causa e consequência.
Esta foi uma das peças definidas pelo próprio autor como “antiteatro”, numa evidente expressão de suas críticas à dramaturgia convencional."
trecho da obra
Candor
Se eu tivesse sido mais forte, eu teria sido seu soberano sagrado. Vencido, não passo de um covarde e um traidor. Tivesse eu ganhado essa batalha! É que a História, em seu curso, não quis. É a História que tem razão, objetivamente. Não passo de um dejeto histórico. Ao menos, que meu destino sirva de exemplo a todos e à posteridade. Não deixem nunca de seguir apenas os mais fortes. Como saber quem é o mais forte, antes da batalha? Que a maioria não combata. Que os outros sigam somente os ganhadores. A lógica dos acontecimentos é a única válida.