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Lugar nenhum por Sérgio de Carvalho
Nos derradeiros anos da ditadura civil-militar brasileira, uma família de artistas se reúne em sua casa de praia, antiga fazenda colonial na região de Paraty, litoral fluminense, por ocasião do aniversário de Antonio, estudante de medicina que deseja seguir a carreira dos pais – a atriz Teresa, que vive crise em sua carreira, e o cineasta Jonas, que, apesar de respeitado entre seus pares do Cinema Novo, não produziu nenhuma obra de sucesso. Ao lado de agregados e empregados, os personagens se encontram na iminência de uma crise familiar, que se acentua em meio a discursos inflamados, discussões e acusações. Escrita em comemoração aos 20 anos da Companhia do Latão, a peça se inspira nos diários de trabalho e nas obras de Anton Tchékhov.
Nos derradeiros anos da ditadura civil-militar brasileira, uma família de artistas se reúne em sua casa de praia, antiga fazenda colonial na região de Paraty, litoral fluminense, por ocasião do aniversário de Antonio, estudante de medicina que deseja seguir a carreira dos pais – a atriz Teresa, que vive crise em sua carreira, e o cineasta Jonas, que, apesar de respeitado entre seus pares do Cinema Novo, não produziu nenhuma obra de sucesso. Ao lado de agregados e empregados, os personagens se encontram na iminência de uma crise familiar, que se acentua em meio a discursos inflamados, discussões e acusações. Escrita em comemoração aos 20 anos da Companhia do Latão, a peça se inspira nos diários de trabalho e nas obras de Anton Tchékhov.
trecho da obra
Teresa
Mas como procurar a metamorfose numa personagem quando o desgosto nos prende a nós mesmas? Como sair de si, quando a tristeza nos chama de volta à nossa existência? Como inflamar e iluminar o outro, quando a luz do entusiasmo e o fogo da imaginação já não brilham aqui (Aponta a testa)? Olho para os lados como um Diderot, imaginando um drama burguês impossível. Que todas essas personagens sigam sem perceber a tormenta que se forma sobre suas cabeças.