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Coleção Oduvaldo Vianna Filho (completa!) por Oduvaldo Vianna Filho
O mergulho no conhecimento das obras de Vianinha é obrigatório para todos os que acreditam que o teatro tem um importante papel contra a opressão e a desigualdade.
Tenha as nove peças publicadas pela Temporal, que compreendem a produção teatral de um dos maiores dramaturgos brasileiros nos anos de ditadura, até sua precoce morte em decorrência de um câncer de pulmão, em 1974.
obras no combo
A longa noite de Cristal por Oduvaldo Vianna Filho
Cristal é o apelido de Celso Almeida Gagliano, ex-locutor radiofônico que se tornara famoso por sua voz com timbre cristalino. Trabalhando agora como apresentador de um telejornal, ele é incapaz de compreender as pressões econômicas, associadas ao regime militar, sofridas por seu colega Murilo, chefe do Departamento de Pesquisa da emissora.
Apegado ao sistema de trabalho vigente nos tempos pioneiros do rádio, quando furos de reportagem eram dados com base em fatos testemunhados pelos jornalistas, Cristal noticia ao vivo um acontecimento que presenciara e que, embora verdadeiro, contraria os interesses dos patrocinadores. Assim, a crise desencadeada na emissora será, para ele, também uma crise existencial.
Por meio de elipses de tempo e de espaço, a peça aborda criticamente o papel da televisão, já então transformada no principal veículo de comunicação de massas do país.
- Brasil
- 1969
- 2019
- 120 págs
sinopse
Cristal é o apelido de Celso Almeida Gagliano, ex-locutor radiofônico que se tornara famoso por sua voz com timbre cristalino. Trabalhando agora como apresentador de um telejornal, ele é incapaz de compreender as pressões econômicas, associadas ao regime militar, sofridas por seu colega Murilo, chefe do Departamento de Pesquisa da emissora.
Apegado ao sistema de trabalho vigente nos tempos pioneiros do rádio, quando furos de reportagem eram dados com base em fatos testemunhados pelos jornalistas, Cristal noticia ao vivo um acontecimento que presenciara e que, embora verdadeiro, contraria os interesses dos patrocinadores. Assim, a crise desencadeada na emissora será, para ele, também uma crise existencial.
Por meio de elipses de tempo e de espaço, a peça aborda criticamente o papel da televisão, já então transformada no principal veículo de comunicação de massas do país.
trecho da obra
-
Cristal (Celso Almeida Gagliano)
Vamos fazer jornalismo, vamos, Fernandinho, quente, câmera na rua na boca do cofre, povo, povo mesmo, essa gente de carteira de trabalho na mão é muito mal entendida, sabe? eles…
-
Fernandinho
… não é verdade, tenho três irmãos médicos…
-
Cristal (Celso Almeida Gagliano)
… é verdade, eu sou repórter…
-
Fernandinho
… mas viu, Cristal? Essa notícia do hospital não interessa mesmo pra casa, viu?
-
Cristal (Celso Almeida Gagliano)
Sabe o que é, Fernandinho? Como é que eu vou desmentir um troço que não é mentira? Você não sente que é meio surrealista?
-
Fernandinho
(Ri) Ah, meu Cristal querido dos coquetéis e das palavras difíceis! Você é macaco velho, nunca fincou o pé, agora vai fincar pé?
-
Cristal (Celso Almeida Gagliano)
… e olha que não dou sessenta no Ibope.
pag. 58

ficha técnica
- ilustrações de Helena Sbeghen
- prefácio de Oduvaldo Vianna Filho
- posfácio de Maria Silvia Betti
- nº de páginas 120
- formato 14 x 19
- data da obra 1969
- publicação 2019
- país de origem Brasil
- peso 150
- ISBN 978-85-53092-03-1
lista de personagens e cenas
- Assistentes
- Cameraman
- Celso
- Cristal (Celso Almeida Gagliano)
- Fernandinho
- Flávia
- Homens
- Lise
- Menina (Dirce Silene)
- Moças
- Mulheres
- Murilo
- Orestes
- Oscar
- Outro diretor
- Prostituta
- Rapazes
- Velho médico

