Lúcio Cardoso Autor - Brasil
O autor mineiro, natural da cidade de Curvelo, migrou em 1929 com a família para o Rio de Janeiro, onde construiu sua carreira e se firmou como um dos expoentes do romance psicológico. Foi contemporâneo dos autores da chamada geração de 30, marcada pelo modernismo e pelo regionalismo social expresso nas obras de Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, José Lins do Rego, Jorge Amado, Mário de Andrade e Rachel de Queiroz, tendo esta última autora apelidado Lúcio Cardoso de “o arcanjo rebelde”.
Batizado como Joaquim Lúcio Cardoso Filho, foi o caçula de seis filhos, entre eles o político e ministro do STF Adauto Lúcio Cardoso e a escritora Maria Helena Cardoso. Lúcio, como preferia ser chamado e como assinou suas obras, passou a infância entre Curvelo e Belo Horizonte, onde iniciou os estudos primários no grupo escolar Barão de Rio Branco. Da infância, carregou consigo as lembranças da ausência e da severidade de seu pai, o administrador e comerciante Joaquim Lúcio Cardoso; a figura enérgica e piedosa de sua mãe, Wenceslina Cardoso, dedicada à família e ao lar; e os cuidados da criação pelas irmãs. Desenvolveu, ao longo dos anos, uma intensa produção artística e literária, percorrendo da poesia ao romance, passando pelo teatro, pelas artes plásticas e pelo cinema até sua morte, no Rio de Janeiro, em 24 de setembro de 1968.
- país Brasil
- projetos 1 obra publicada

Dramas para negros e prólogo para brancos
Teatro brasileiro Teatro negro
trecho da obra
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Sem dúvidas, estamos assistindo ao encerramento da fase do caos para o negro ex-escravo. Assumindo, no Brasil, as consequências e as implicações que a Negritude contém, ele afia os instrumentos da sua recusa, engendrada na espoliação e no sofrimento: recusa da assimilação cultural; recusa da miscigenação compulsória; recusa à humilhação; recusa à miséria; recusa à servidão.
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O Teatro Experimental da Negro é isto: um instrumento e um elemento da Negritude. Seu único valor absoluto é a sua generosidade.
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Uma coisa é aquilo que o branco exprime como sentimentos e dramas do negro; outra coisa é o seu até então oculto coração, isto é, o negro desde dentro. A experiência de ser negro num mundo branco é algo intransferível.
pags. 58 -- 86
Dramas para negros e prólogo para brancos
A Temporal Editora, em parceria com o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro), anuncia a esperada reedição da antologia Dramas para negros e prólogo para brancos. Esta coletânea, composta por nove peças escritas especialmente para o Teatro Experimental do Negro (TEN), tem orga...
conheça mais- Brasil
- 1961
- 2024
- 808 págs
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