Histórico

Fundada em 2018, a Temporal nasceu do desejo de lidar com as artes que se desenrolam no tempo, isto é, nas quais o tempo não é apenas um elemento da forma, mas também meio de existência.

O projeto inicial da editora é publicar obras da dramaturgia contemporânea – entendida como aquela que se desenvolveu a partir dos anos de 1970 – trazendo títulos importantes, inéditos ou esgotados, do teatro nacional e estrangeiro.

Esse primeiro projeto editorial trará ao leitor brasileiro obras de dramaturgos consagrados e reconhecidos bem como de autores ainda pouco familiares entre nós, mas cujo trabalho apresente qualidade e originalidade, possibilitando, assim, a abertura de novos horizontes à dramaturgia nacional e, consequentemente, o enriquecimento da vida teatral.

A Temporal prima mais pela qualidade da seleção e edição de cada um dos títulos do que pela quantidade de publicações. A editora escolhe de maneira artesanal cada uma das obras que compõem o catálogo da editora. Além disso, cada volume incluirá textos e anexos para auxiliar o leitor interessado em aprofundar o seu conhecimento sobre o sentido histórico da obra.

Equipe

fundadora e editora

Florence Curimbaba

Mestre em estudos de organizações e recursos humanos pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas FGV-SP (2000) e lato sensu em psicologia clínica e psicanálise pela PUC-SP. Tem atuado como conselheira no grupo empresarial familiar Curimbaba. Participante dos trabalhos de pesquisa sobre empresas familiares no mundo e filiada ao Family Firm Institute, onde publicou artigo sobre sucessão em empresas familiares brasileiras por mulheres. Como frequentadora de festivais de teatro internacionais (Avignon, Edinburgh, Buenos Aires, Montreal e outros) interessou-se pela edição de textos dramatúrgicos contemporâneos, campo com imensas lacunas de tradução e edição no Brasil.


editor

Philippe Curimbaba Freitas

Bacharel em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (2009), mestre em música pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista (2012) e doutorando em filosofia na Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Paulo (2015-), desenvolve uma pesquisa sobre a ópera Café, de Mário de Andrade. Entre 2013 e 2014 lecionou filosofia no Instituto de Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de São Paulo. É autor do livro Antinomia da Expressão: Adorno ante o Expressionismo Musical de Schoenberg (Novas Edições Acadêmicas, 2014) sobre o drama musical expressionista Erwartung, de Arnold Schoenberg e Marie Pappenheim.


coordenadora editorial

Eloah Pina

Bacharel em letras com habilitação em russo (2015) e mestre em literatura e cultura russa (2017) pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo é coordenadora de projetos e editora. Há oito anos no mercado editorial, foi estagiária na Editora Peixoto Neto, assistente editorial na Cosac Naify e na Sesi-SP Editora, além de ter trabalhado na preparação e revisão de diversos títulos de casas editoriais como Companhia das Letras, Globo, Nós, Todavia entre outras.


coordenadora administrativa

Gabriela Oliveira

Bacharel em administração de empresas e técnica em secretariado pelo Colégio e Faculdade Magister, trabalhou em empresas como Lazard, Rolls-Royce, Metagal, Sodexo, Oxicur e outras, desenvolvendo atividades nos setores administrativo e financeiro e controlando agendas e eventos da equipe. Atualmente é responsável pelas áreas administrativa e financeira da editora Temporal.

Conselho

Maria Sílvia Betti

Professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Pesquisadora de teatro estadunidense e brasileiro. Autora de Dramaturgia comparada Estados Unidos/ Brasil. Três estudos (CiaFagulha, 2007) e de Oduvaldo Vianna Filho (Edusp/Fapesp, 1997), tradutora de Brecht e a Questão do Método (Cosac Naify, 2013), organizadora e prefaciadora de Patriotas e Traidores: antiimperialismo, política e crítica social (Perseu Abramo, 2003) e de O povo do abismo (Perseu Abramo, 2004). Prefaciadora de Mister Paradise e outras peças em um ato, Vinte e sete carros de algodão e outras peças em um ato, de Gata em telhado de zinco quente e de A descida de Orfeu (È Realizações, 2016). Também é autora do texto “Uma jornada e muitos olhares”, estudo introdutório a Longa jornada noite adentro: drama em 4 atos (Peixoto Neto, 2004).


Eduardo Tolentino de Araújo

Fundador do Grupo TAPA (Teatro Amador Produções Artísticas-1979) do qual é diretor artístico até hoje, Eduardo Tolentino de Araujo é produtor, tradutor e diretor. Depois de consolidar-se no Rio de Janeiro com a encenação das peças Uma peça por outra, Viúva, porém honesta e O tempo e os conways, estabeleceu-se com o grupo em São Paulo, no Teatro da Aliança Francesa. Lá montou mais de trinta peças, entre elas A mandrágora, Solness, o construtor, Vestido de Noiva, Ivánov, Major Barbara, Navalha na carne, para citar algumas. Ao sair da Aliança em 2001, montou o equivalente número de peças em vários teatros da cidade. Como diretor convidado, dirigiu Outono e inverno, Recordar é viver, uma segunda produção de Melanie Klein e o grande sucesso Doze homens e uma sentença, há mais de sete anos em cartaz. Em Portugal dirigiu Um Picasso e na Polônia, Vestido de noiva com elenco local. Tradutor de Pirandello, Strindberg, Maquiavel, Oscar Wilde, Bernard Shaw, foi indicado ao prêmio Jabuti pela tradução de Ivánov. Ao longo da carreira recebeu alguns dos mais importantes prêmios do teatro brasileiro: Moliére, Mambembe, APCA, Governador do Estado.

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